Assim como se sente um déjà vu, sinto agora uma cachoeira de intervenções e pensamentos derramando na minha consciência. Simplesmente brotam tantas dúvidas, tanta coisa ao mesmo tempo, que ficam grandes demais pro meu corpo. Enquanto olho nos seus olhos e tento penetrá-los, desvendá-los, parece que minha mente voa, quase sempre mais rápido do que sou capaz de te responder.
Você continua falando, coisas aparentemente sem sentido, e eu vou revirando minhas memórias afim de entender o turbilhão de idéias. Lembrei como eu gostava de ser criança, pelo simples fato de poder observar tudo sem ser notada. Acho que é daí que provém o meu estado de cem mil pensamentos por segundo. Observo demais e depois concluo demais, naturalmente. O problema é que na maioria das vezes essas conclusões não se concretizam, como acontece agora.
Isso causa o sério problema de nunca saber quais são racionalmente as intenções das pessoas que me rodeiam. De não saber quais as suas intenções. Minhas conjunturas aparecem tão rápido associadas às memórias que acabo tomando como verdadeira uma idéia criada no meu imaginário, só lá.
A partir daí reações químicas acontecem a torto e a direita: minhas mãos suam, as bochechas ficam mais rosadas e quentes do que deveriam e as palavras saltam da boca como pulgas em pêlo de cachorro. Você só estava falando sobre história contemporânea, porque minha mente já foi tão longe?
Tão rápido foram produzidos os pensamentos tão grande foi meu comprometimento. Com o mau uso de uma palavra, por não saber parar de observar, imaginar, associar e concluir. Concluir? Mas você nem mesmo tinha pensado em nada perto daquilo que eu já tinha certeza que você queria, só com três conversas e meia.
Tudo seria bem mais fácil, se eu tivesse continuado a ser criança... Poderia te observar, te ler a vida inteira e você nem me notaria. Mas cresci, e você me enxerga bem. Porém, me enxergar não quer dizer compactuar com meus sentimentos.
"Juntos para sempre
Objeto e observador
Física moderna
Velhas canções de amor
Onde estão teus olhos
Onde estão teus olhos
Longe deles nada existe"
Fico assim, só. Vou ficando só, eu e minhas conclusões. Teu olhar, meus pensamentos, se perderam no horizonte. Imaginei demais, como sempre.
Isso causa o sério problema de nunca saber quais são racionalmente as intenções das pessoas que me rodeiam. De não saber quais as suas intenções. Minhas conjunturas aparecem tão rápido associadas às memórias que acabo tomando como verdadeira uma idéia criada no meu imaginário, só lá.
A partir daí reações químicas acontecem a torto e a direita: minhas mãos suam, as bochechas ficam mais rosadas e quentes do que deveriam e as palavras saltam da boca como pulgas em pêlo de cachorro. Você só estava falando sobre história contemporânea, porque minha mente já foi tão longe?
Tão rápido foram produzidos os pensamentos tão grande foi meu comprometimento. Com o mau uso de uma palavra, por não saber parar de observar, imaginar, associar e concluir. Concluir? Mas você nem mesmo tinha pensado em nada perto daquilo que eu já tinha certeza que você queria, só com três conversas e meia.
Tudo seria bem mais fácil, se eu tivesse continuado a ser criança... Poderia te observar, te ler a vida inteira e você nem me notaria. Mas cresci, e você me enxerga bem. Porém, me enxergar não quer dizer compactuar com meus sentimentos.
"Juntos para sempre
Objeto e observador
Física moderna
Velhas canções de amor
Onde estão teus olhos
Onde estão teus olhos
Longe deles nada existe"
Fico assim, só. Vou ficando só, eu e minhas conclusões. Teu olhar, meus pensamentos, se perderam no horizonte. Imaginei demais, como sempre.
Catarina Bezerra
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