sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Desvendar-te

Nunca acreditei muito que existia alguém perdido no mundo que me completaria. Mas meu coração continua batendo freneticamente quando teus olhos encontram os meus, tão sedentos para te observar, te entender. A certeza de que pessoas parecidas demais tendem a se afastar se concretiza a cada encontro. Por que ainda assim, anseio te ver? Tenho decorado cada movimento seu, cada palavra, seu cheiro...
Há sempre algo escondido na tua alma que me impressiona, que me faz correr ao teu encontro, sabendo que ali mesmo me auto-destruo.
Existe tempo pra se apaixonar? Certamente não. As horas não contei, mas foram eternas e suficientes para que te tornasses o exclusivo para a minha felicidade. Me envolves, com esse teu jogo poético de palavras, me acalentas com o que eu julgo serem frases de reciprocidade. Porém, não são. Nunca, talvez, serão.
Se vens, chegas, adentras, não consigo fazer-te parar. Estarei aqui sempre a tua espera. Contando cada minuto para que deixes eu te amar. Não importando o futuro, apenas teus olhos profundos, tua boca, teus versos...

'Y no me importa contarte que ya perdí la mesura, que ya colgué mi armadura en tu portal...
 Donde termina tu cuerpo y empieza el cielo (...)
¿Que fue que nos unió en un mismo vuelo?
¿Los mismos anhelos?
¿Tal vez la misma cruz?'

Catarina Bezerra

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